Investir com propósito: a tendência que está remodelando o mercado imobiliário brasileiro
- co.investe
- 26 de nov. de 2025
- 3 min de leitura

Por que investidores estão escolhendo projetos que unem retorno financeiro, impacto urbano e requalificação de imóveis?
Uma mudança silenciosa no perfil do investidor brasileiro
Por muito tempo, investir era uma equação objetiva: risco, retorno e liquidez.Mas nos últimos anos, um novo elemento entrou no centro da decisão: propósito.
Essa mudança é global. Relatórios da PwC, Deloitte e BCG mostram que mais da metade dos investidores de alta renda considera “impacto positivo” como fator determinante na escolha dos ativos. Eles buscam investimentos que entregam rentabilidade, mas também:
• revitalizam bairros
• regeneram prédios que perderam função
• estimulam economias locais
• têm responsabilidade ambiental
• contribuem para a vida urbana real
E isso não é moda. É maturidade do mercado.
O que explica essa nova tendência?
Há três forças empurrando os investidores para essa tese:
1. Um novo senso de responsabilidade urbana
A pandemia reforçou o valor das centralidades, das ruas caminháveis e dos bairros vivos.Investidores perceberam que seu capital pode acelerar a transformação positiva.
2. A eficiência econômica da requalificação
Retrofit custa menos do que construir do zero em diversas situações.Além disso, produz imóveis com maior aceitação de mercado e velocidade de locação.
3. A demanda crescente por moradias funcionais em regiões centrais
O público jovem, profissionais liberais, casais sem filhos e nômades digitais querem viver perto de serviços, transporte e cultura — justamente onde muitos prédios se deterioraram ao longo dos anos.
O resultado é uma convergência rara: propósito virou bom negócio.
O que é, de fato, “investir com propósito”?
Investir com propósito não é filantropia.É escolher ativos que:
• devolvem vida urbana
• regeneram construções subutilizadas
• reduzem o ciclo de carbono
• valorizam o entorno
• atendem a uma demanda real reprimida
• entregam retornos consistentes e mensuráveis
No mercado imobiliário, isso acontece especialmente por meio do retrofit estruturado — quando um prédio antigo é transformado em um ativo contemporâneo, seguro, eficiente e pronto para uso.
Não é uma reforma estética. É uma nova vida.
A lógica financeira por trás do retrofit
(e por que ela faz sentido)
Retrofit é uma tese cada vez mais estudada por fundos e investidores qualificados.
1. Menor risco jurídico e previsibilidade de obra
Quando a estrutura original é aproveitada, há menos variáveis de fundação, contenção, outorga e licenciamento.
2. Economia no CAPEX
Em muitas situações, o custo pode representar 30% a 50% abaixo de projetos do zero na mesma localização.
3. Valorização de centralidades
Curitiba vive um ciclo de reocupação.Bairros como Centro, São Francisco, Mercês e Batel têm demanda crescente por unidades compactas, de alta eficiência, com boa mobilidade.
4. Rentabilidade acima de produtos tradicionais
Unidades de retrofit costumam entregar:
• maior velocidade de locação
• maior ocupação média
• menor inadimplência
• maior liquidez para revenda
Ou seja: propósito é performance.
Curitiba e o novo movimento urbano
Curitiba historicamente foi conhecida pela boa mobilidade, urbanismo e planejamento.Mas nas últimas décadas, o centro sofreu esvaziamento típico de grandes cidades.
Agora, vive o movimento inverso.
• novos bares e cafés ocupam térreos antes abandonados
• aumento de programas de habitação
• políticas de incentivo ao uso misto
• mudança do comportamento de moradia
• jovens retornando ao centro
• empresas valorizando proximidade e mobilidade
Nesse contexto, retrofits bem executados têm papel central no novo ciclo urbano da cidade.
Por que isso tem atraído investidores?
Porque é uma tese completa:
• propósito real: regeneração urbana
• rentabilidade previsível
• ativo físico, tangível, resiliente
• demanda comprovada
• risco controlado
• participação em SPE/SCP com segurança jurídica
• gestão profissional
O investidor entra, participa da obra sem ter dor de cabeça, e recebe um ativo pronto, novo e desejado no mercado.
É o contrário da especulação.
É construção de valor.
E quem percebe isso agora está entrando no ciclo certo, no momento certo, com a estratégia que mais cresce entre investidores qualificados.


